17/10/2011
28/07/2011
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Plataforma de engenharia
Por volta de 270 clientes se encontraram para troca de experiências na conferência de usuários organizada pela subsidiária da Siemens, a Comos Industry Solutions. Além de projetos interessantes, uma perspectiva sobre a nova versão do Comos e o tópico da Fábrica Digital estava na agenda.
Por volta de 20 apresentações refletiram a gama completa de soluções customizadas nas várias indústrias de processo e na automação de fábrica, enriquecidas pelas contribuições nos novos módulos de função da próxima versão do Comos, incluindo um módulo de trabalho para o planejamento e controle das atividades de comissionamento.

No verão, a versão do Comos 9.1 oferecerá uma versão revisada do Automation Designer. O PLC será então completado com o próximo estágio de expansão fornecendo a conexão com o Teamcenter e suporte para o Automation ML
A visão da Fábrica Digital foi um aspecto importante durante os dois dias de evento no Allianz Arena de Munique em 10 e 11 de março. A Siemens tem conduzido este tópico desde a aquisição de bilhões de Euros da UGS em 2007. “Levará dez anos até que a noção da Fábrica Digital seja fixada na consciência dos usuários e em toda a sua amplitude,” é a expectativa muito realista de Ralf-Michael Franke, CEO da Siemens Industrial Automation Systems. No entanto, ele diz, não existe nenhuma alternativa para esta abordagem a fim de obter um punho firme sobre o tempo e custos gastos no desenvolvimento e construção de instalações de produção cada vez mais complexas. “O objetivo é dar a cada peça de máquinas e equipamentos sua imagem de espelho digital, ou sombra, no mundo virtual,” destaca Franke.
Sombra digital significa que os completos sistemas mecânicos, elétricos, hardware e software estão mapeados em um modelo de dados universal que é imediatamente atualizado assim que uma modificação na planta real ocorra. Dr. Wolfgang Schlögl, Chefe da Engenharia Digital na Siemens, descreveu o caminho proposta para este objetivo.
“O primeiro passo será feito neste verão pela liberação do Automation Designer baseado no Comos versão 9.1.” Além do Step7, o chamado projetista de sequência, configuradores HMI e de hardware e uma solução de integração para o sistema de CAE elétrico Eplan’s estarão então disponíveis: adicionalmente ao E-CAD integrado, o Automation Designer oferecerá uma interface ótima para o Eplan Electric P8.
Sombras digitais iniciais são expressas por meio de um projeto realizado conjuntamente pela Siemens e Mercedes-Benz: o trabalho da carroceria para os carros classe A e B na planta Rastatt está sendo desenvolvido usando o Automation Designer. A parte da engenharia elétrica é realizada pela filial da Siemens em Linz, na Áustria.
“A engenharia digital requer o represamento radical da parte de todos os interessados – do projetista para o desenvolvedor para o engenheiro,” observa Jürgen Kübler, destacando um aspecto essencial que é frequentemente negligenciado. Na Mercedes-Benz, Kübler é o responsável pela engenharia de materiais e processos, assim como das tecnologias de simulação e controle.
No fluxo de trabalho da engenharia digital rodando em paralelo com a abordagem da engenharia clássica, todas as disciplinas técnicas estão envolvidas no projeto na primeira vez – em vez do procedimento tradicional, onde os diversos domínios trabalharam no projeto em momentos diferentes, usando estruturas de dados diferentes. “Todos os engenheiros acessam o banco de dados do Automation Designer no nosso servidor via VPN e clientes Citrix,” registra Kübler, “e, portanto baseia seu trabalho em um repositório de dados único, que é obrigatório para todos.” Isso evita o conjunto de dados heterogêneos – uma das mais frequentes causas de erros de planejamento, atrasos do projeto e problemas de orçamento.
Esta retenção de dados centralizada torna a saída de todos os parceiros do projeto totalmente transparente. “Será difícil aplicar créditos financeiros adicionais baseados nas alterações de detalhes em um projeto em andamento, porque podemos ver se um empreiteiro já tinha começado o trabalho de engenharia na unidade pertinente,” diz Kübler. Mas este tipo de economia é apenas um efeito colateral – o objetivo principal é evitar erros e assim melhorar a qualidade da engenharia total, que reduz o tempo e o custo gasto por todas as partes envolvidas.
As várias interfaces e opções oferecidas pelo Comos mostram que nunca foi intenção da Siemens usar o Comos exclusivamente para sistemas da Siemens após a aquisição. “O nosso objetivo é a reutilização de dados de engenharia básica na fase de automação subsequente através do PCS 7 Advanced ES,” diz Helmut von Au, Gerente de Produto do PCS 7. Além da ligação do sistema de controle Siemens PCS 7, o Comos conecta também com outros sistemas.
Schlögl aponta outra indicação deste conceito aberto: “Nós estamos trabalhando em um gerador IEC que pode ser usado para mapear até outros tipos de controle no mundo virtual.” Novas ferramentas podem ser incorporadas por meio do Automation ML. Uma interface apropriada de importação/exportação, bem como uma ligação para a solução PLM Teamcenter, estarão disponíveis com o próximo estágio de expansão até o final de 2010.
Publicado em 29 de abril de 2010